terça-feira, 27 de maio de 2014

Fermentação , Prime e Envasamento ...

Fermentação e Maturação

Bem! A fermentação foi feita integralmente nestes fermentadores que podem ser visualizados na foto abaixo, são "bombas" de 20litros cada. As quais não enchi completamente por Caga... de extravasar, aí utilizei uma garrafa de 5 litros d'água também

Há !!!!! Um detalhe !!!!! sem Airlock. Ao menos sem daqueles que parecem um sifão, isto é, aqueles que promovem um fecho hidráulico, aqueles que parecem um "S". Este sistema praticamente de "última geração" aprendi no curso que fiz, e funcionou perfeitamente, deixa o ar sair porém não permite sua entrada. Deve ter custado uns R$ 0.02, todos que utilizei.

Primeira fermentação: fermentadores a 18°C por 5 dias;

Fiz a trasfega para novos fermentadores. A trasfega foi tensa, muito tensa, muito tensa mesmo!!!!!!!
Meus fermentadores, não tinham torneirinha (o que já resolvi). Observei que a torneira de algum modo auxilia na transferência sem a lama, mas consegui fazer tudo, mas no outro dia tive de trasfegar novamente, pois tinha muita lama, o que aumentou a possibilidade de oxidação ou contaminação.
 
Mas como diz André Nader da Confraria do Marquês em nossas trocas de Emails: "Simbora !!!!!".

Segunda fermentação: fermentadores a 18°C por mais 5 dias;

Maturação: depois destes tempos de fermentação a temperatura foi reduzida para 5°C por sete dias;


Prime e Envasamento.

Transferi para um balde dotado de graduação, isto significa dizer que: coloquei água de litro em litro e fui marcando a quantidade na lateral dele.

Também coloquei aquela torneirinha que tem uma válvula para engarrafamento, ela facilitou o envasamento.


Já que minhas garrafas variam de volume, resolvi fazer o prime dentro do balde de uma vez só. Usei 6g de açúcar refinado/litro. Retirei cerca de uma garrafa de 600 ml e fervi com a quantidade de açúcar refinado calculado para o volume total.

As Garrafas foram devidamente lavadas e sanitizadas. Usei álcool 70 no balde e nas garrafas.




Garrafas escorreram na caixa plástica em que elas estavam guardadas. Gostei muito de usá-las por que permitiu que eu não tivesse que investir em mais uma coisa, um escorredor de garrafas.
 
Depois de tudo lavado e sanitizado (inclusive as caixas), coloquei as em uma angulação, permitindo assim que as garrafas escorressem:


Engarrafei-as no dia 22/05/2014. Acabei agregando nomes ao nome original, este Hoptima Prime.
HOPTIMA = HOP (LÚPULO) + OPTIMA (ÓTIMA,  KKKKK!!!! NEM SEI SE FICARÁ BOA), PRIME de primeira. Alguma semelhança com os Transformers será mera coincidência. KKKK !

Simbora !!! mas encontrei depois da última garrafa fechada uma mitinga, aquelas mosquinhas pequenininhas, de frutas. PQPPPPP !!!!! FU...!!!!

Bem!!! Tudo correndo certo ela será batizada de Hoptima Prime Mitinga's Beer


No dia 29/05/2014 completará 7 dias de carbonatação, mas no dia 30/05/2014 abrirei a primeira para ver (beber !!!!) o resultado. Tendo Gás, com gosto bom, já fico parcialmente satisfeito

o resultado mesmo, somente a partir de 05/06/2014 quando completará 14 dias de carbonatação.
 

A Brassagem, Mostura, Cozimento, Gräbenwasser

A Brassagem

Considero que que tenho uma tese:

O termo brasagem deve estar relacionado ao fato de usarmos muito o braço, é quase serviço pesado. KKK!!

No início, mesmo já tendo conferido as panelas, ao encher a de brassagem com a quantidade d'água calculada, observei um vazamento pela válvula que instalara a alguns dias atrás.

Mesmo tendo feito tudo sozinho, foi relativamente tranquilo:

controle de temperatura, 90 min a 66°C;
fiz o teste de Iodo e apareceu açúcar;
Mash Out a 78° C
recirculação, ela clareia muito mesmo;
e depois a lavagem do bagaço

A BAZZOCA caseira funcionou muito bem. Ponto para mim !!!!

Mesmo sabendo que (soube depois, muito depois !!!!) que haveria a necessidade (necessidade relativa, já que uma gota no refratômetro perde temperatura rapidamente) de correção da densidade da temperatura;
Considerando que parti de uma amostra que estava com temperatura próxima dos 78° C, já que os refratômetros são calibrados para 20°C, antes de lavar ela tinha cerca de 1080 de densidade.


fonte: http://www.lamasbier.com.br/

depois da recirculação e da lavagem registrei cerca de 1052 de densidade;

depois da fervura , imediatamente antes de inocular o fermento a seco,  registrei cerca de 1058 de densidade.

O meu Chiller funcionou perfeitamente, em cerca de 30 min. a temperatura baixou para menos de
30°C. Ponto para mim !!!!!

OBS: Esqueci de fazer o WHIRLPOOL e tive muito sedimento no fundo da panela. Perdi todos os pontos !!!!

Hoje considero que deveria ter aerado mais o resultado da fervura antes de inocular as meninas (leveduras)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A receita

 A receita

A minha primeira receita foi uma Red Ale.

A escolha esteve diretamente relacionada ao meu gosto por cervejas mais avermelhadas. Como já havia visto uma grande quantidade de vídeos sobre o assunto, este especificamente me chamou atenção por se tratar de uma receita relativamente clássica e simples. 

Considerando que esqueci de comprar o malte torrado. Considerando que eu tenho um limite de 40l em meus fermentadores (dois de 20l), e minha panela de fervura com o limite máximo de 50 litros.

Mesmo sabendo da possibilidade de alterar a quantidade de água para adequar a receita, mesmo assim, aproveitei a necessidade para fazer uma planilha eletrônica, que (re)calcula a partir de uma receita original, as quantidades necessárias a partir de determinada(s) demanda(s), tanto do volume necessário/limite da panela de fervura, quanto da quantidade final desejada de mosto para fermentação, levando em conta o limite dos fermentadores.

Eis o resultado: as lacunas verdes são selecionáveis/editáveis.

Primeira Brassagem - preparação

Minha primeira vez

Exagerado!!!!


 lúpulos devidamente pesados e separados


Sofia ajudando moer o malte


Quem disse que eu fiz sozinho, futuro a vista !!!!


Equipamento preparado, termômetro funcionando e quem disse que dá para almoçar!! Parar não dá, comer algo dá sim.


Um pouco de conservação de energia na brasagem. Com esta técnica "altamente moderna", viva o papelão !!!!!! Só precisei praticamente acender uma vez o fogareiro para fazer o Mash-out


Início da fervura


 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Meu Equipamento

Construção do meu equipamento

Considerando que em minha cidade (Campos dos Goytacazes - RJ) existem mais dificuldades que facilidades de encontrar materiais necessários, e considerando que já tinha dezenas, acho que centenas de horas-aula no You Tube sobre equipamentos e métodos de produção, entre outras coisas, resolvi colocar minhas habilidades em ação.

Optei, ainda não sei se foi boa ou não, porém optei em comprar dois barris dos de Choop para fazer duas panelas das de Inox com capacidade de 50 litros.

Usei uma ferramenta que possuo, uma broca cônica que vai conferindo diâmetro desejado ao passo que ela fura.


Alumínio ela corta como se fosse manteiga, mas vá por mim, furou, mas para este caso, por se tratar de INOX. uma serra-copo é melhor, muito melhor !!!



Meu Chiller, isto é, meu sistema resfriador de cerveja, fiz a partir de um enrolado de 15 m de comprimento de tubo de cobre com 1/2 polegada de diâmetro, comprado em uma loja de materiais e equipamentos de refrigeração. 

Usei como molde um garrafão de água, pois este permitiu um diâmetro compatível com a panela.





Depois de umas aulas de solda em cobre, no YouTube é lógico, e depois de errar muito consegui finalizar meu resfriador, falta apenas conferir com o barril cheio d'água se tem vazamento ...



Minha BAZZOCA foi feita a partir de uma mangueira das de Gás, aquelas cobertas por uma malha de metal.




depois de conexões, braçadeiras, chaves para apertar  e por cuidado retirar uma malha de material plástico que tinha junto a malha de metal, fiquei com receio de conferir gosto a cerveja.





depois de algum trabalho ela ficou pronta.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O início

Acho que foi assim:

O início de tudo se deu logicamente bebendo cerveja. Ao redor de uma mesa, como de costume, muita conversa, e papo vai, papo vem, um amigo comentou que poderíamos fazer cerveja.

Mas como assim fazer cerveja????? Só aprendi a beber.

O único contato fora das cervejas comerciais que eu tive, foi com a produção de uma micro cervejaria que inaugurou na cidade onde resido, Campos dos Goytacazes-RJ, experimentei cervejas diferentes das comuns, porém na mesma rapidez que ela abriu, fofocas a parte, ela fechou.

Um conhecido, que em questão trabalha no ramo de automação industrial, e já prestara serviço para cervejarias, e me contou que os Estadunidenses tem esta cultura, a de fazer cerveja em casa.

Mas cerveja em casa??? Não é mais barato comprar???? Ela já vem prontinha!!!!! e é só colocar pra gelar !!!!!!

É verdade!!!! Eu fui capaz de fazer as famosas perguntas.

Bem papo vai, papo vem, cervejas vem, e vem, e vem. Um belo dia, vi uma reportagem falando de cerveja artesanal, outro dia pesquisei no YouTube, e "CARAÇAS !!!!!!", como diria um português conhecido, a coisa tava fervendo. 

Aí !!!!! foi uma enxurrada de informação, muita informação mesmo. Métodos diversos, Mostura, Brassagem, BIAB, recirculação, maltes diversos, lúpulos diversos, Alfa ácidos pracá, Alfa ácidos pra lá. Fiquei atolado com tanta informação e possibilidade. Mas já comecei aprender coisas novas, a existência das ALES (EIOUS) e das LAGERS (LAGUERS), não como cervejas, mas como estilos de cervejas, e que nestes existiam uma gama grande e variada de representantes.

Fonte: http://beerfortheyear.files.wordpress.com/2013/03/beer-periodic-table.jpg


Numa viagem à Curitiba, procurei cervejas artesanais naquela cidade. Observei que lá era regra e não exceção.

Bem aí, neste momento já tinha decidido que iria fazer cerveja, e fui tirar as dúvidas que ainda existiam no curso de Cerveja Artesanal no Rio de Janeiro, o da Confraria do Marquês, a primeira lição foi: quando fizeres cerveja, não beba !!

Os preparativos:







A Brassagem:

 Recirculação: