domingo, 15 de junho de 2014

REPETECO ...

Repeteco da receita

Bem !!! Resolvi repetir a receita, no momento desta postagem, 15/06/2014 só me sobraram 10 garrafas da primeira leva, isto por eu ter escondido !!!!!!

As únicas diferenças com relação a primeira vez, foram que: desta vez adicionei um pouco de malte torrado, eu usei dois saches de leveduras diferentes. Um pacote de Safale S05 em um fermentador e outro de Nottingan em outro: observei que a fermentação do segundo é mais intensa, as meninas fizeram uma bagunça danada; 

me arrependi um pouco de colocar o malte torrado, pois de acordo com a receita, sua função seria ajudar na cor avermelhada, o vermelho alcançado pra mim foi suficiente;

penso nas próximas vezes que fizer esta receita "brincar" com a proporção dos maltes para obter um tom mais brando do vermelho, e com as temperaturas ou adicionar um malte para conseguir mais corpo, achei pessoalmente que a minha leva ficou meio "seca".  Coisa de Pai exigente, chama atenção do filho até quando dá certo.

O que também pode ser causa da fermentação, antes de alterar a receita repetirei mas fazendo START (propagação da levedura). 
 
Valem as dicas sobre propragação de leveduras:
 
 









Novamente a preparação:
 maltes selecionados,  pesados e devidamente moídos
Nessa leva estreei minha nova BAZZOCA. Ficou uns 3 meses agarrado na alfândega.

SINCERIDADE: A QUE EU FIZ FILTROU MELHOR, A TABAJARA RETEVE MUITO MAIS .


 

Bem!!! Noutro post já expliquei o Mitinga's Botton

29/06/2014_Resultado:

realmente tinha alguma coisa errada na primeira Birra.

a segunda receita ficou mais equilibrada. Eu já comentei anteriormente que achei que a cerveja ficou meio seca. Descobri o problema.

Ao olhar as fotos do cozimento da primeira leva, está claro lá que usei um termômetro digital. Bem !!!!
 
Observem a imagem abaixo:
 

O termostato digital da esquerda é o oque eu uso na geladeira para controlar a temperatura dos fermentadores, ele está marcando -1,0°C. Dentro da geladeira existe um termômetro de bulbo que uso para aferir a temperatura de fermentação e do termostato. O termostato da direita está cerca de 12°C acima da temperatura certa. Foi o da direita que usei na mostura, pensando trabalhar com cerca de 66°C, na verdade estava em 56°C, trabalhando em temperaturas que geram mais álcool e menos corpo, daí minha percepção de uma cerveja seca. Eu estava certo.
 
LIÇÃO: nunca confie plenamente num termômetro digital, faça a aferição e calibre-o. 

Definitivamente, minha segunda leva ficou com mais corpo, e muito mais agradável ao meu paladar, bem acho que a segunda leva ficou muito melhor que a primeira.
 

Boa surpresa durante a brassagem

Visita de amigos de Brasília
a minha esquerda, de lá pra cá: Rogério "mineiro" fazendo um grande esforço de experimentar a primeira linhagem da RubrAle, Rita "Ritinha", e a meu lado agarradinha a mim,
minha sogra favorita.
 

Panela fervendo, eu Rogério e meu cachorro. Cuidado com o cão !!!!!


Tem que participar: Mineiro adicionando Lúpulo a fervura.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Habemus Birra !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Habemus Birra !!!!!!!!!!!!!!!!

Olha ela aí !!!!

Churrasqueira acesa ao fundo, minha geladeira branca General Eletric 1953 ao fundo gelando as garrafas; Sofia e o pessoal por trás da câmera torcendo (pra dar certo hein !!!!!),  preparando para abrir a primeira garrafa com sete dias de antecedência ...

 
 Exageros a parte ... Sorte de principiante, torcida a favor e contra e outras coisas.
Ficou boa demais !!!!!!!


O Criador e a Criação

Muitos perguntaram: já tem nome???? E o rótulo ????
Bem agora que tem Cerveja, já pode ser batizada oficialmente
Cerveja Hoptima
Edição HoptimaPrime
RubraAle
 
 
Lúpulos presentes, leve amargor, aroma e espuma presentes, vermelhinha como eu gosto ...
 






Love me tender, love me sweet
Never let me go
You have made my life complete
And I love you so (...)



 





Dia 31/05/2014 presente para os aniversariantes, Leonardo Tavares e Carla Pozzato degustando a primeira linhagem da Hoptima.
 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Fermentação , Prime e Envasamento ...

Fermentação e Maturação

Bem! A fermentação foi feita integralmente nestes fermentadores que podem ser visualizados na foto abaixo, são "bombas" de 20litros cada. As quais não enchi completamente por Caga... de extravasar, aí utilizei uma garrafa de 5 litros d'água também

Há !!!!! Um detalhe !!!!! sem Airlock. Ao menos sem daqueles que parecem um sifão, isto é, aqueles que promovem um fecho hidráulico, aqueles que parecem um "S". Este sistema praticamente de "última geração" aprendi no curso que fiz, e funcionou perfeitamente, deixa o ar sair porém não permite sua entrada. Deve ter custado uns R$ 0.02, todos que utilizei.

Primeira fermentação: fermentadores a 18°C por 5 dias;

Fiz a trasfega para novos fermentadores. A trasfega foi tensa, muito tensa, muito tensa mesmo!!!!!!!
Meus fermentadores, não tinham torneirinha (o que já resolvi). Observei que a torneira de algum modo auxilia na transferência sem a lama, mas consegui fazer tudo, mas no outro dia tive de trasfegar novamente, pois tinha muita lama, o que aumentou a possibilidade de oxidação ou contaminação.
 
Mas como diz André Nader da Confraria do Marquês em nossas trocas de Emails: "Simbora !!!!!".

Segunda fermentação: fermentadores a 18°C por mais 5 dias;

Maturação: depois destes tempos de fermentação a temperatura foi reduzida para 5°C por sete dias;


Prime e Envasamento.

Transferi para um balde dotado de graduação, isto significa dizer que: coloquei água de litro em litro e fui marcando a quantidade na lateral dele.

Também coloquei aquela torneirinha que tem uma válvula para engarrafamento, ela facilitou o envasamento.


Já que minhas garrafas variam de volume, resolvi fazer o prime dentro do balde de uma vez só. Usei 6g de açúcar refinado/litro. Retirei cerca de uma garrafa de 600 ml e fervi com a quantidade de açúcar refinado calculado para o volume total.

As Garrafas foram devidamente lavadas e sanitizadas. Usei álcool 70 no balde e nas garrafas.




Garrafas escorreram na caixa plástica em que elas estavam guardadas. Gostei muito de usá-las por que permitiu que eu não tivesse que investir em mais uma coisa, um escorredor de garrafas.
 
Depois de tudo lavado e sanitizado (inclusive as caixas), coloquei as em uma angulação, permitindo assim que as garrafas escorressem:


Engarrafei-as no dia 22/05/2014. Acabei agregando nomes ao nome original, este Hoptima Prime.
HOPTIMA = HOP (LÚPULO) + OPTIMA (ÓTIMA,  KKKKK!!!! NEM SEI SE FICARÁ BOA), PRIME de primeira. Alguma semelhança com os Transformers será mera coincidência. KKKK !

Simbora !!! mas encontrei depois da última garrafa fechada uma mitinga, aquelas mosquinhas pequenininhas, de frutas. PQPPPPP !!!!! FU...!!!!

Bem!!! Tudo correndo certo ela será batizada de Hoptima Prime Mitinga's Beer


No dia 29/05/2014 completará 7 dias de carbonatação, mas no dia 30/05/2014 abrirei a primeira para ver (beber !!!!) o resultado. Tendo Gás, com gosto bom, já fico parcialmente satisfeito

o resultado mesmo, somente a partir de 05/06/2014 quando completará 14 dias de carbonatação.
 

A Brassagem, Mostura, Cozimento, Gräbenwasser

A Brassagem

Considero que que tenho uma tese:

O termo brasagem deve estar relacionado ao fato de usarmos muito o braço, é quase serviço pesado. KKK!!

No início, mesmo já tendo conferido as panelas, ao encher a de brassagem com a quantidade d'água calculada, observei um vazamento pela válvula que instalara a alguns dias atrás.

Mesmo tendo feito tudo sozinho, foi relativamente tranquilo:

controle de temperatura, 90 min a 66°C;
fiz o teste de Iodo e apareceu açúcar;
Mash Out a 78° C
recirculação, ela clareia muito mesmo;
e depois a lavagem do bagaço

A BAZZOCA caseira funcionou muito bem. Ponto para mim !!!!

Mesmo sabendo que (soube depois, muito depois !!!!) que haveria a necessidade (necessidade relativa, já que uma gota no refratômetro perde temperatura rapidamente) de correção da densidade da temperatura;
Considerando que parti de uma amostra que estava com temperatura próxima dos 78° C, já que os refratômetros são calibrados para 20°C, antes de lavar ela tinha cerca de 1080 de densidade.


fonte: http://www.lamasbier.com.br/

depois da recirculação e da lavagem registrei cerca de 1052 de densidade;

depois da fervura , imediatamente antes de inocular o fermento a seco,  registrei cerca de 1058 de densidade.

O meu Chiller funcionou perfeitamente, em cerca de 30 min. a temperatura baixou para menos de
30°C. Ponto para mim !!!!!

OBS: Esqueci de fazer o WHIRLPOOL e tive muito sedimento no fundo da panela. Perdi todos os pontos !!!!

Hoje considero que deveria ter aerado mais o resultado da fervura antes de inocular as meninas (leveduras)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A receita

 A receita

A minha primeira receita foi uma Red Ale.

A escolha esteve diretamente relacionada ao meu gosto por cervejas mais avermelhadas. Como já havia visto uma grande quantidade de vídeos sobre o assunto, este especificamente me chamou atenção por se tratar de uma receita relativamente clássica e simples. 

Considerando que esqueci de comprar o malte torrado. Considerando que eu tenho um limite de 40l em meus fermentadores (dois de 20l), e minha panela de fervura com o limite máximo de 50 litros.

Mesmo sabendo da possibilidade de alterar a quantidade de água para adequar a receita, mesmo assim, aproveitei a necessidade para fazer uma planilha eletrônica, que (re)calcula a partir de uma receita original, as quantidades necessárias a partir de determinada(s) demanda(s), tanto do volume necessário/limite da panela de fervura, quanto da quantidade final desejada de mosto para fermentação, levando em conta o limite dos fermentadores.

Eis o resultado: as lacunas verdes são selecionáveis/editáveis.

Primeira Brassagem - preparação

Minha primeira vez

Exagerado!!!!


 lúpulos devidamente pesados e separados


Sofia ajudando moer o malte


Quem disse que eu fiz sozinho, futuro a vista !!!!


Equipamento preparado, termômetro funcionando e quem disse que dá para almoçar!! Parar não dá, comer algo dá sim.


Um pouco de conservação de energia na brasagem. Com esta técnica "altamente moderna", viva o papelão !!!!!! Só precisei praticamente acender uma vez o fogareiro para fazer o Mash-out


Início da fervura


 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Meu Equipamento

Construção do meu equipamento

Considerando que em minha cidade (Campos dos Goytacazes - RJ) existem mais dificuldades que facilidades de encontrar materiais necessários, e considerando que já tinha dezenas, acho que centenas de horas-aula no You Tube sobre equipamentos e métodos de produção, entre outras coisas, resolvi colocar minhas habilidades em ação.

Optei, ainda não sei se foi boa ou não, porém optei em comprar dois barris dos de Choop para fazer duas panelas das de Inox com capacidade de 50 litros.

Usei uma ferramenta que possuo, uma broca cônica que vai conferindo diâmetro desejado ao passo que ela fura.


Alumínio ela corta como se fosse manteiga, mas vá por mim, furou, mas para este caso, por se tratar de INOX. uma serra-copo é melhor, muito melhor !!!



Meu Chiller, isto é, meu sistema resfriador de cerveja, fiz a partir de um enrolado de 15 m de comprimento de tubo de cobre com 1/2 polegada de diâmetro, comprado em uma loja de materiais e equipamentos de refrigeração. 

Usei como molde um garrafão de água, pois este permitiu um diâmetro compatível com a panela.





Depois de umas aulas de solda em cobre, no YouTube é lógico, e depois de errar muito consegui finalizar meu resfriador, falta apenas conferir com o barril cheio d'água se tem vazamento ...



Minha BAZZOCA foi feita a partir de uma mangueira das de Gás, aquelas cobertas por uma malha de metal.




depois de conexões, braçadeiras, chaves para apertar  e por cuidado retirar uma malha de material plástico que tinha junto a malha de metal, fiquei com receio de conferir gosto a cerveja.





depois de algum trabalho ela ficou pronta.